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Conversa com vírus

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Raul Tartarotti*

Não receio em tentar essa prosa por temer uma represália de meu interlocutor ou do leitor. A coragem sempre foi um adjetivo humano que nos trouxe até aqui, e a curiosidade nos transformou em sábios. Mesmo que muitos ficaram pelo caminho até por conta disso. “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta, esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”(Guimarães Rosa).

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Meu interesse está em entender como você, um vírus com formato de coroa, que se presta apresentar-se como um rei, da morte, segue sem um grande objetivo além da destruição de quem deseja se apoderar.

Não construiu nada de útil a sua prole. Se reproduz aos milhares em um só corpo, com apenas um único objetivo, o lamentável desejo de destruir seu hospedeiro e como consequência também morrer por isso.

Esse planeta é perigoso, nós humanos também, porque te carregamos por um tempo. Uma profunda falta de propósito aparece na descrição de outros similares a você que insistem circular nos corpos, todos, sem exceção não têm objetivos saudáveis, não tem rumo certo, pois se prendem ao primeiro passante muito próximo.

Por que, tamanha necessidade de provocar dor? Por que exterminar os frágeis corpos que você se apodera?

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Precisa nos dar uma explicação; a humanidade sempre quis respostas para se guiar e poder entender o sentido de estar aqui.

Tantos clamam por ajuda, nunca corremos tão rápido para te destruir, e estamos conseguindo, mesmo carregando um lamentável número de 3 milhões de mortos no planeta até hoje.

Você está com os dias contados, não deixa nada produtivo que se aproveite. Ficamos mais fortes e espertos para te massacrar, mas você insiste em ser um incauto cego ser acelular, só tem fragmentos de RNA, nem bem uma criatura completa você é.

Mas, no entanto, prefere ser essa pífia anomalia da natureza, pouco desenvolvida, sem objetivos com sanidade, nem planos de crescimento pessoal, tampouco desenvolvimento de seu ser.

Em nome de nossa humanidade atrevo palavras de desrespeito e indiferença à sua presença e indesejável participação dentro de nós.

Corona, Covid-19, serão teus nomes sempre associados aos piores assassinos, facínoras, fascistas, loucos e doentes mentais que viveram entre nós e que causaram dor e morte.

Se isso abalar sua existência ficamos contentes. 

Por sorte você chegou num tempo que a Internet ajudou a manter nossos entes próximos dos olhos. Estamos fartos de você, e cada dia nos fortalecemos mais, principalmente em saber que aqui nesse planeta, não és bem-vindo, por isso serás extinto em breve, para nunca mais pisar em nosso solo… nem as carpideiras chorarão sua morte.

Nossa humanidade está marcada não só pela dor, lágrimas e perdas, mas também pelo modelo de luta e coragem que empreendeu em busca da subsistência de sua prole. Sempre buscou crescimento com progresso e união, ao menos os homens de bem. Esses louvaram a presença de suas ideias e pensamentos em prol de seus pares.

A limitante de nossas vidas é concreta, real e inevitável.  Mas nossa natureza tem o direito de exercer essa finitude humana, esse é o fim natural carregado pelos tempos e não a interrupção fria e inesperada que um microscópico amontoado de RNA desfere em nossa carne.

*Raul Tartarotti é engenheiro biomédico e cronista.

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