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Balneário Camboriú

O maravilhoso poder da música na vida de cada um

A importância pode ser através da voz ou do instrumento

O velho ditado popular “Quem canta seus males espanta” continua mais atual do que nunca e em tempos de pandemia, os benefícios que a música proporciona parecem aumentar de tamanho e de importância. A música trabalha a autoestima. É companhia para todas as horas. Melhora o astral, o bem estar. Ela faz rir, faz chorar, faz lembrar e juntando tudo isso em um pacote, faz bem para a saúde, porque significa qualidade de vida.

Maestro Gil, 25 anos de música (foto Arquivo Pessoal)

Foi pensando em todos esses benefícios que o Maestro Gil Gonçalves, de Curitiba, que vem toda semana para Balneário Camboriú, para reger o Coral do Litoral que fundou há três anos e atualmente tem 70 integrantes, decidiu oferecer aulas individuais também. Para quem quer seguir carreira ou para quem apenas quer cantar, extravasar. 

Além de maestro, Gil é professor de canto, produtor musical e acredita que ‘mais do que nunca a arte e a música são essenciais para a qualidade de vida das pessoas, tanto para as que praticam, quanto para as que apreciam’.

“Em meio a esse momento atípico e desafiador, as pessoas estão buscando todos os cuidados possíveis para manter a sua saúde física, mental e emocional. E a música é uma atividade que tem papel fundamental para proporcionar felicidade e qualidade de vida para os que buscam equilíbrio e bem estar para o seu dia a dia’, afirmou o maestro Gil, que tem 25 anos de carreira dedicados à música.

Ele explicou que o canto pode ser praticado em conjunto ou individualmente. Disse que muitos que praticam o canto individual, o fazem para vencer a timidez em outras áreas da sua vida, pessoal, profissional ou social.

“Cantar exercita a respiração, trabalha a expressão corporal, promove relaxamento físico e mental e ativa, através da emissão da voz as suas emoções e gera sentimentos benéficos à auto estima e inúmeras funções do nosso organismo”, segue o maestro. 

O coral é destinado a adultos sem limite de idade. Não precisa experiência. As aulas individuais são para crianças a partir de 6 anos, jovens e adultos. 

  • O Maestro Gil Gonçalves ainda dispõe de vagas para aulas de canto individuais e ainda há disponibilidade de vagas para novos integrantes do Coral do Litoral de Balneário Camboriú.
  • Informações pelo WhatsApp: (41)99205-1849.

DEPOIMENTOS

A procura por aulas individuais de canto, uma novidade que o maestro Gil lançou esse ano, vem crescendo. Esta semana o maestro colheu opiniões dos novos alunos e também de coralistas sobre essa nova experiência. Acompanhe:

Vilton Santos

Empresário/Presidente da CDL Balneário Camboriú

(foto Arquivo Pessoal)

Comecei a fazer aula de canto há um mês.

Tempo suficiente para me apaixonar por esse novo aprendizado. Foram somente quatro aulas mas já percebo claramente a minha evolução. O método do maestro Gil é incrível. Ele passa segurança e confiança. A gente acaba descobrindo capacidades que nem imaginava possuir.

As técnicas vocais me ajudarão em vários segmentos – comunicação, oratória e desenvoltura pessoal. Além é claro de poder soltar a voz nas rodas de violão da vida. Quem canta seus males espanta”.

Andrea Arruda

Psicóloga

(foto Arquivo Pessoal)

“A música pra mim significa vida, interagir com um grupo, sentir-se livre de julgamentos, fazer novas amizades e dar vez a uma paixão antiga mas agora orientada de maneira profissional e amorosa”

Susi Brito

Advogada, Cantora, Professora

(foto Arquivo Pessoal)

“Estou aprendendo conhecendo e aprendendo novas possibilidades vocais que nem eu sabia que podia alcançar”.

Wanderson Marques

Cantor

(foto Arquivo Pessoal)

O Maestro Gil Gonçalves é um professor de extrema habilidade e didática incrível.

Dedicado, atencioso e responsável”. 

Odair Pivotto

Professor

(foto Arquivo Pessoal)

“Eu sempre tive gosto pela música.  Através da música, eu consigo  expressar minhas emoções, meus sentimentos, além de aprimorar o canto, uma das minhas paixões. No Coral do Litoral me encontrei, além de estudar técnicas vocais, formamos uma linda família que canta junto”.

Polônia Maciel

Professora Aposentada e cantora (80 anos de idade)

(foto Arquivo Pessoal)

“Estou no Coral do Litoral há três anos. Temos ensaios semanais, com técnicas vocais, canto e harmonização da voz. Sempre amei cantar. Enquanto cantamos a alma flutua e nos faz muito bem.  Criamos ambientes que podem contribuir para um bem estar comum. Gratidão ao nosso Maestro que sabe fazer acontecer”.

OPINIÕES

O efeito da música na saúde

(foto Arquivo Pessoal)

O médico Paulo Roberto de Souza, especializado em Nutrologia e Medicina Ortomolecular disse que a música tem efeito relaxante, através da liberação de neurotransmissores como gaba, serotonina entre outros. 

“Neurocientistas britânicos mostram eficácia da musicoterapia para pacientes com Alzheimer e além de relaxar, a própria letra pode fazer centros cerebrais puxarem lembranças passadas e liberar acetilcolina neurotransmissor da memória. Procuro estimular meus pacientes no hábito de relaxamento com músicas clássicas e técnicas de relaxamento diminuindo stress, estado de angústia e pânico”, disse.

  • Instagram: @drpaulonutrologo

Música, ponto chave de refúgio

O músico, professor de violão e guitarra, Josias Pimentel referiu a importância da arte e seus benefícios em tempos de isolamento social.

Pandemia é uma coisa inusitada, o fato de ter que ficar em casa por um tempo leva as pessoas a buscarem novas alternativas para dar um pouco mais de significado à vida. É incrível como a arte surge nesse momento como algo avassalador e inevitável. Pessoas que tinham nenhum ou pouco contato com as diversas formas de arte mais especificamente com a música começam a buscar mais nessa fonte. A música sempre foi um ponto chave de refúgio para as pessoas… dizem que a sensibilidade hoje em dia é um artigo de luxo, porém eu acho que é essencial para o bem estar do ser humano. Que após essa pandemia as pessoas possam consumir com mais frequência as diversas formas de arte. A música está presente em tudo, é só perceber’.

(foto Arquivo Pessoal)

A música na infância e adolescência

A regente Rafaela (foto Arquivo Pessoal)

Rafaela Backer, 37 anos, regente do Coral do Projeto Oficinas desde 2015, trabalha com crianças (a partir de 9 anos) e adolescentes (até 17 anos) e garante que cantar em grupo é um dos maiores exercícios de convívio social que ela conhece.

“Eles aprendem a aprender com o outro e ajudar o outro, respeitar o outro, é uma troca bem importante”, registrou.

Além de reger o coral, Rafaela trabalha com aulas particulares de canto, mas ela iniciou carreira como musicista, é concertista, é a cantora do Duo Backer (com sua irmã violonista Marcela),  que já tem dois discos lançados. Rafaela é bacharel, licenciada e mestre em Música e quando fala em benefícios que a música oferece, a lista é longa.

“A música é muito relevante, porque estimula  a expressão do pensamento, das emoções, desenvolve habilidades motoras, de percepção auditiva, socialização, disciplina, expressão corporal, instiga criatividade, comunicação, raciocínio lógico, pensamento crítico’, destacou.

Duo Backer, Marcela e Rafaela (foto Marcelo Cássio)

Oportunidade&Cidadania

Coral do Oficinas, desde 2015 (foto Divulgação/PMBC)

Quando Rafaela fala sobre sua experiência com as crianças e jovens do Coral do Projeto Oficinas, afirma que consegue ver aspectos da cidadania aflorando neles. 

A música é uma das modalidades que o Projeto Artes oferece. Ela divide espaço com artes visuais, dança, teatro e música. 

É importante a oferta de oficinas de música, porque elas completam as oportunidades das linguagens artísticas para que alunos que gostam ou que tem facilidade, curiosidade, possam ter acesso gratuitamente. É uma oportunidade de estarem inseridos na dinâmica da sociedade. Com o coral participamos de muitos eventos, de muitos momentos do município. É um exercício de cidadania também, um compromisso que eles têm com a sociedade”, enfatizou, citando ainda o enfoque cultural das aulas, apresentando a eles compositores antigos, mas ainda atuais, mas que não frequentam a mídia tecnológica a que eles estão acostumados. 

“Chico Buarque, Caymmi, Milton Nascimento, Luiz Gonzaga, Cartola, Alceu Valença, Tom  Jobim e tantos outros e o melhor de tudo, eles gostam muito de conhecer e cantar a música deles”, contou.

“Aprendizado prazeroso”

Evandra Ventura

Coordenadora do Projeto Oficinas

(foto Arquivo Pessoal)

“O contato com a música é essencial para as pessoas. Ainda bebê é através dos diversos sons que interagimos com o meio e desenvolvemos nossa acuidade auditiva. Ao produzir sons, a criança passa a descobrir suas capacidades e estabelece relações com o meio em que vive. Além da capacidade que a música tem de tornar o aprendizado prazeroso e estimulante, contribui na melhora do rendimento escolar e possibilita a formação integral dos alunos. Sabemos que o cérebro desenvolve todo o seu potencial por meio de estímulos. De forma especial, na infância, um conjunto de estímulos proporciona o desenvolvimento das fibras capazes de ativá-lo e dotá-lo de habilidades. Assim, a música trabalhada em um repertório adequado à idade da criança, facilita o seu desenvolvimento cognitivo, afetivo e social”.

A música através do instrumento

Adriane e os filhos (foto Arquivo Pessoal)

A violinista Adriane Mara Fischer reside desde 2013 em Balneário Camboriú. É professora de violino na Escola de Música Musiclin, na Igreja Luterana Martin Luther, em Balneário Camboriú e na Casa da Música, em Jaraguá do Sul,  além de tocar em eventos com seus dois filhos, Arantxa e Xosé que também são violinistas ‘desde sempre’.

“Tocar um instrumento musical traz inúmeros benefícios, auxilia na coordenação motora, na capacidade de memória e concentração e inclusive ajuda a desenvolver habilidades matemáticas. Mas sobretudo música é emoção, é positividade, e por isso o grande interesse de pessoas de todas as idades em fazer música!

Ela diz que a pandemia pegou todos de surpresa, mas a tecnologia ajudou, permitindo que a adaptação às aulas de música on-line fosse tranquila. 

Aula presencial (foto Divulgação)
Ajuda de forma remota (foto Divulgação)

“A grande disponibilidade de aplicativos para videochamadas, aliada à facilidade de crianças e jovens pela tecnologia, fez com que o processo ensino- aprendizagem não fosse interrompido. Os adultos também se adaptaram e aproveitaram essa época para aprender algo novo e estimulante. Atualmente tenho alunos que continuam na modalidade on-line, mas quando as atividades foram liberadas, também retomamos às aulas presenciais ou híbridas, conforme o interesse ou as necessidades individuais.

Principalmente nesse tempo de distanciamento social, a música ajuda a combater o estresse, trazendo emoções positivas, alegria e aproximando as pessoas”.

  • Adriane colheu a opinião dos filhos que fazem música ‘desde sempre’:

Xosé Alonso Vargas Fischer, 18 anos

“Entre tantos aspectos negativos da pandemia, um ponto positivo foi proporcionar a possibilidade de ter mais tempo livre. Nesse período de isolamento, eu consegui aprender a tocar violão, e ainda estou só iniciando no instrumento, mas já consigo tocar algumas músicas que eu gosto. Quando precisamos passar mais tempo em casa, é prazeroso criar novos hobbies para passar o tempo, e a música é uma ótima companhia”.

Arantxa Vargas Fischer, 21 anos

“A pandemia serviu como um difusor da música. Com as restrições do Covid 19, ficou impossível fazer concertos ou até mesmo tocar em eventos, tendo que adaptar a forma de disseminar as melodias. A internet já era uma grande ferramenta pra isso, mas esse tempo em casa, aumentou a frequência de vídeos musicais. É incrível ver como, por exemplo, um  culto gravado, com nossa participação instrumental, conseguiu conquistar mais de duas mil e quinhentas pessoas, um número bem maior que no evento presencial”.

O som, a matéria prima invisível da música

(foto Arquivo Pessoal)

O músico argentino Alberto Damián Montiel, há 19 anos no Brasil, foi morador de Balneário Camboriú e há um ano mora em Camboriú, tem larga experiência com música. 

Atualmente é regente do grupo vocal Kairós, da igreja luterana Martin Luther (desde 2002), Vozes em Harmonia (desde 2017), Coral Vozes de Júbilo (desde 2009) e Coral da AABB de Balneário Camboriú (desde 2020).

Damián é diretor e fundador da Escola de Música Harmonia, de Camboriú desde 2004. Como produtor musical, ele organiza concertos desde 2004 com artistas nacionais e internacionais. É fundador de Harmonia Produções (2017) e ao longo de sua carreira, têm realizado diversas apresentações, algumas incluindo obras de sua autoria.

“A música desde sempre tem sido uma forma de expressão que sublima a condição do homem, assim como outras artes, mas utilizando como matéria prima o invisível, o intangível: o som. Este fenômeno pode resultar corriqueiro, mas é sumamente escasso quando lembramos que estamos rodeados de um infinito universo de silêncio. Por tanto que uma espécie como a nossa tenha usufruído do som para colocar em construções musicais, nos dá a pauta de que, além de ser um mero entretenimento que ornamenta nossas vidas, do seu funcionalismo num elevador ou durante uma faxina, ela  reivindica nossa inteligência, já que até onde se sabe, só o ser humano é capaz de fazer”, descreveu.

Damián disse que durante a pandemia a música tornou-se um excelente meio para manter o foco num mundo de distrações cotidianas, promotoras de patologias tais como ansiedade e derivados.  

“A música nos mantém resilientes diante de tantas mudanças e incertezas, ao poder usufruir da arte dos antigos que deixaram seu legado de vivências e superação nas suas composições ou ainda podendo externar nossos anseios e preocupações”, enfatizou o regente pianista.

(foto Arquivo Pessoal)

Nota da Redação: Nilton Silva, maestro do Coro Vozes do Vale, de Itajaí, desde 1995 e do Coral Vozes do Mar, da igreja luterana Martin Luther desde 2001, foi convidado, mas não pôde participar da reportagem por conta do comprometimento com a Covid-19.

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