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O tempo ensina uma coisa que os dias nunca souberam

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Raul Tartarotti*

Quando completei meu primeiro ano de vida, todos vieram cumprimentar meus pais e a mim com felicidade. Tudo era novo e bom, e a alegria dava o tom da maravilha ao passar do tempo. Quase sempre, esse é um momento de comemoração, por representar uma conquista que, por vezes, outros não conseguiram.

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Nem sempre os aniversários trazem lembranças doces de crescimento e sinais de uma vida plena.

Em fevereiro de 2021, o Brasil completou seu primeiro ano de convivência com a covid-19. Morreram 250.000 brasileiros nesse período e vacinamos somente 5% de nosso povo. Perdemos muitos profissionais, amigos e familiares, todos foram cuidados pela gente, mas levados pela peste.

Estamos no topo do número de mortes por dia, 1726 pessoas. Também atingimos o colapso do sistema de saúde, no momento que surgem variantes mais contagiosas do Sars-CoV-2; os hospitais estão com mais de 100% de lotação e não tem mais espaço para armazenar os mortos… é um verdadeiro desastre.

Ficamos sabendo que o Reino Unido realizou lockdown pela 3.ª vez, e agora por mais de 30 dias, e obteve redução de 80% no número das infecções.  Essa medida provou que circular na rua, é a maneira de trazer para casa a peste.

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Imaginei que seria fácil a propagação dessa notícia, pois tendo sido publicada no rádio, TV e jornal, nossos brasileirinhos copiariam gratuitamente a ideia de ficarem vivos utilizando o modelo europeu.

Mas, a individualidade, com uma pitada de inchaço narcísico, permite que a decisão de milhares de pessoas seja agir da melhor forma que for, mas somente para si, o coletivo sou eu. Não existiu o pensar social antes de sair para a rua, na busca da proteção dos vizinhos de bairro, da cidade, e assim por diante.

Por vezes, o bando na rua se assemelha aos lemingues suicidas, cuja lenda tinha função de trazer um retrato da alma de um povo em fila, para cair no precipício.

O efeito, manada, proporcionou que a decisão daquele grupo fosse seguir como acharem melhor para si somente, se guiarem, sem apoio da ciência, ou de bons exemplos e teorias complexas.

Se reunindo talvez numa rede social, no bar, ou um meio digital moderno, e ali decidir o rumo que o mais eloquente e com boa narrativa os guie. Pode ser um presidente psicopata, ou um prefeito de uma cidade não tão alegre, que pede que você dê sua vida pela economia da cidade.

“Eu sou eu, e minhas circunstâncias”, disse o jornalista e ativista político, José Ortega y Gasset, fundador da Escola de Madrid. 

Em nosso país, vivemos uma circunstância similar aos lemingues, correndo em manada rumo à beira do precipício.

Um processo administrativo, ou uma licença de trabalho caçada; que mais pode nos salvar da lava que corre igual a tsunami, e varre nossos planos e oportunidades de prazer.

Passarão os próximos anos, com menos pessoas por aí, que ficaram no caminho por serem mais frágeis.

O tempo ensina uma coisa que os dias nunca souberam, a sabedoria. É possível aprender errando, mas é saudável seguir a ciência para nos manter vivos, até o dia em que os deuses decidirem que é nossa hora de partir. E não quando um parasita qualquer desejar, que vestindo uma coroa em seu corpo, ainda quer passar como rei.

*Raul Tartarotti é engenheiro biomédico e cronista.

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