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Balneário Camboriú

Vereador Achutti sugere vigilância armada nas escolas, Castanheira defende direito de defesa com uso de armas

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Após a tragédia ocorrida em Saudades, no Oeste catarinense, nesta semana, o vereador Marcelo Achutti sugeriu que as escolas de Balneário Camboriú passem a ter vigilantes armados, que podem ser contratados via licitação. O secretário de Segurança da cidade, Antônio Gabriel Castanheira Junior, foi procurado pelo Página 3 e também opinou sobre o assunto. Confira.

Vereador diz que prefeitura tem condição de contratar vigilantes

 O vereador Marcelo Achutti apontou que a licitação não custaria valores muito altos para a prefeitura – cada vigilante armado custaria, segundo ele (com base em outras licitações de contratação do tipo, na Câmara de Vereadores e Emasa), de R$ 3.500 a R$ 3.800. 

“Seria um valor muito menor do que se chamassem novos guardas municipais. A prefeitura gastaria no máximo R$ 150 mil/mês e, considerando a arrecadação municipal, isso é possível. É menos do que gastam para contratar fiscais que atuam na areia da praia! Cada escola municipal teria um vigilante, é difícil uma que precise de mais de um, pois o profissional atuaria 8h/dia, somente no período de aula, e a licitação teria validade de oito meses, que é o período letivo”, explica.

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Caso o município não quiser contratar os vigilantes, Achutti sugere que seja criada uma lei que permite que as Associações de Pais e Professores (APPs) possam pagar. 

“Tenho certeza que os pais vão querer se unir em prol disso. Se há a baboseira de adotar uma praça, por que não autorizam que as APPs busquem e contratem vigilantes? Controlaria ainda um dos maiores problemas que temos aos arredores das escolas, que é o tráfico de drogas. Iria inibir muito, pois tendo um profissional armado dentro do colégio, o marginal ia pensar duas vezes ao estar lá”, diz.

Vereador sugere também controle de entrada

Outra sugestão de Achutti é que as escolas municipais passem a ter controle de entrada – algo que os colégios particulares já fazem há muito tempo, através do acesso com cartões magnéticos (cada aluno tem um). 

“Só entra com identificação na escola e, quando o aluno acessa o portão, o pai é avisado via WhatsApp. Algumas de nossas escolas podem, sim, ter esse software. É muito importante investirmos em prevenção! Estamos preservando vidas! Precisamos rever as nossas prioridades”, comenta.

O vereador define que o que aconteceu em Saudades foi uma reprodução do que ocorreu em outras cidades, e que pode chegar em Balneário Camboriú e região. 

“Podem ficar bravos comigo, mas vejo que foi uma ‘modinha’. Assim como a Momo, a Baleia Azul. Os adolescentes se inspiram, por isso não podemos deixar que chegue aqui, temos que nos precaver. Precisamos de apoio e uma atenção diferenciada. O secretário Castanheira tem conhecimento na área da segurança, ele poderia orientar e dar curso aos professores. Temos que criar mecanismos. Que Saudades sirva de ligação e que façamos algo para que não aconteça aqui”, completa.

Castanheira defende direito de defesa dos professores

O secretário de Segurança, Antônio Gabriel Castanheira Junior, diz que o assunto é delicado – contratar vigilantes para cada escola – e que o valor pode ser alto e que, por isso, não é tão fácil a prefeitura abrir uma licitação. Ele aproveita para citar também que não há como tirar guardas das ruas para colocar nas escolas. 

“Se fizéssemos isso, não sobrariam guardas nas ruas, considerando a quantidade de escolas x número de GMs na rua/efetivo que temos por turno”, comenta.

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Por isso, Castanheira tem uma opinião forte: ele defende que as pessoas deveriam estar armadas, inclusive os professores. “É o direito de defesa deles! Mas não é qualquer pessoa, quem quiser uma arma precisa ter o devido treinamento, pessoas capacitadas, que passaram por teste psicológico, sem antecedentes criminais. É preciso cumprir um requisito”, afirma. 

O secretário lembra um ocorrido no Texas (EUA), onde um homem invadiu uma igreja e foi neutralizado por um senhor que estava armado. 

“Existem fatos que não conseguimos prever, como foi o caso de Saudades, que é uma cidade pequena e tranquila. A polícia não consegue estar presente em todos os lugares nunca. Se as pessoas estivessem armadas em vários locais, ajudaria. Se uma professora estivesse armada em Saudades, a história seria diferente. O direito de defesa é algo natural e não pode ser retirado das pessoas. Se a professora atirasse seria plenamente justificável”, analisa.

Secretário aponta que ainda há muito tabu com armas

Segundo o secretário, ele e seus irmãos cresceram com armas de fogo, porque seu pai é policial.

 “A arma fazia parte do meu cotidiano e nunca ocorreu nenhum acidente com arma de fogo em nossa casa. Ainda existe um tabu muito grande porque as pessoas não conhecem. Nem sempre o Estado consegue suprir, se a pessoa for capacitada e treinada, pode e deve ter arma. É um direito de defesa”, acrescenta.

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